Veja o que há de novo no Mapa da Agroecologia

Enviado por Marcelo Soares Souza. Criado em 11/04/2018 22:14 e última atualização 11/08/2019 13:37

O Mapa da Agroecologia, plataforma livre para o mapeamento de iniciativas em Agroecologia, está com muitas novidades.

  • Novas camadas no Mapa. Foram adicionadas camadas de referência tais como Terras Indígenas, Quilombos, Áreas de Proteção Federal e de Assentamento Rural, com base em dados oficiais.

  • Blog por Local. Uma ferramenta de Blog esta disponível para cada local, permitindo que este compartilhem história, notícias, informes, tutorias e muito mais. O Blog central (do Mapa da Agroecologia) trará novidades sobre eventos, notícias e melhorias.

  • Ferramenta de busca no Mapa. Esta possibilita localizar locais cadastrados no Mapa de forma simples.

  • Comentários sobre Experiência. Uma nova funcionalidade permite ao colaborador tecer comentários sobre cada Experiências em Agroecologia registrada, assim possibilitando uma melhor troca de conhecimentos a respeito de determinada experiência.

  • Pequenas melhorias e correções foram feitas em toda a Plataforma com o intuito de tornar-lha mais simples e completa.

A plataforma está em constante evolução e é aberta (livre), estamos sempre buscando parceiros para aprimorar o sistema, não somente fornecendo informações sobre os locais que já realizam experiências em Agroecologia, mas também com sugestões e dicas de como aprimorar a plataforma em si.

Conheça a Plataforma em funcionamento em https://mapadaagroecologia.org/, crie seu usuário e adicione seu Local e suas Experiências / SAFs para que possamos aprimorar as redes de colaboração em Agroecologia.

Através do código-fonte é possível customizar a plataforma e implantá-la em qualquer iniciativa que deseje mapear experiências de agroecologia no Brasil.

O Código-fonte esta disponível em https://gitlab.com/ITBio3/agroecologia


Tags: mapa da agroecologia, agroecologia, software livre



ASA promove encontro nacional que valoriza sabedoria dos campesinos/as do Semiárido e estimula interação do saber popular com a ciência

Enviado por Marcelo Soares Souza. Criado em 17/02/2019 16:57 e última atualização 11/08/2019 13:37

Texto publicado originalmente pela ASA Brasil

“A capacidade do sertanejo, sertaneja, da pessoa do Agreste, dos mais de mil ecossistemas brasileiros que estão no Semiárido, foi construída ao longo da história e que, de alguma maneira permitiu que nós todos aqui estivéssemos. É uma construção, ela [a capacidade de criar] não é de alguém que tem o dom da sabedoria, mas é [resultado] de um acúmulo e de um processo que foi construído e diria assim que, de certa forma, está no DNA de todo mundo. A questão é despertar isso. É fazer isso aparecer, você lembrar de fazer as práticas, é ser provocado”.

Assim Vilmar Lermen, agricultor agroflorestal da Serra dos Paus-Dóias, situada no lado pernambucano da Chapada do Araripe, se refere a uma característica intrínseca, natural, que está gravada no código genético dos povos do Semiárido: a grande capacidade inventiva para criar soluções que respondam aos constantes desafios trazidos na relação com a natureza.

Como Vilmar, vários agricultoras e agricultores familiares já têm bem despertada essa capacidade, que vai sendo aguçada em outras pessoas através de inúmeros momentos de trocas. Grande agricultor experimentador, Vilmar vai participar do V Encontro Nacional de Agricultoras e Agricultores Experimentadores (V ENAE), em Juazeiro do Norte, no Cariri cearense, de 12 a 15 de fevereiro. O evento é realizado pela ASA – Articulação Semiárido com o apoio do Banco Nacional de Desenvolvimento (BNDES).

Vilmar estará com cerca de 250 pessoas, na sua maioria agricultores e agricultoras experimentadores/as dos 10 estados do Semiárido brasileiro (de Minas Gerais ao Maranhão), e também representantes de instituições de pesquisa e de organizações de fortalecimento da agricultura familiar e parceiros.

“A ASA [Articulação Semiárido] diz que a convivência com o Semiárido se constrói e se inicia a partir da vida dos agricultores e agricultoras. Sendo assim, são as famílias agricultoras que precisam estar no centro das trocas de conhecimento, nas oficinas, nos intercâmbios. Esse é o espírito dos encontros nacionais de agricultores/as experimentadores/as”, assegura Marcos Jacinto, membro da coordenação executiva da ASA pelo estado anfitrião do encontro.

Com o tema “Diálogo entre a sabedoria popular e a ciência para a construção dos conhecimentos para a convivência com o Semiárido”, o encontro vai ser mais um momento para reforçar entre os campesinos e campesinas o quão valioso e fundamental são os saberes deles para a agricultura familiar agroecológica e a convivência com a região.

“Esta grande região [o Semiárido] tem mais de 1 milhão de km² e cerca de 25 milhões de pessoas que aqui moram, trabalham e, de uma forma ou outra, aqui convivem, seja pela sua experiência, pela sua capacidade, seja por alguma política pública, algum tipo de intervenção, mas fundamentalmente pelo acúmulo de técnicas, tecnologias, conhecimentos, ciência, saberes, da soma com a pesquisa. Tudo isto é fundamental”, acrescenta Vilmar.

A soma com a pesquisa que Vilmar se refere é também outro objetivo do encontro. A partir desta aproximação, a ciência valida o saber popular. E os campesinos/as – considerados/as atrasados e incapazes de produzir alimentos para responder à necessidade da crescente população mundial – têm seu saber reconhecido e valorizado.

Um exemplo desta aproximação são as pesquisas que comparam as variedades crioulas, melhoradas há séculos pelas mãos e saberes dos/as campesinos, com as variedades convencionais, melhoradas por instituições de pesquisas.

Estes estudos, realizados na Paraíba, em Sergipe e no Ceará, pela Embrapa em parceria com organizações que fazem parte da ASA, com variedades crioulas de milho e de feijão, têm confirmado o que os agricultores e agricultoras sabem desde sempre: que as sementes crioulas são adaptadas às características ecológicas do Semiárido e respondem a contento a todas as necessidades de quem as planta.

Esse reconhecimento produz argumentos que dão força aos questionamentos feitos aos programas públicos inadequados, como o de distribuição de sementes que doam exemplares não adaptadas à região.

A partir de fevereiro, a ASA em parceria com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento (BNDES) inicia um projeto para ampliação das pesquisas sobre as sementes crioulas no Semiárido que são realizadas envolvendo os saberes dos/as agricultores/as. Através desta iniciativa, em sete territórios da região, em quatro estados – Bahia, Pernambuco, Paraíba e Piauí – haverá estudos para averiguar as qualidades de germinação, produção e outras das variedades genéticas de domínio das famílias agricultoras.

Programação do V ENAE 

Nos três dias e meio do encontro no Cariri cearense, serão constantes os momentos de trocas entre os participantes, seja de conhecimento, seja de insumos naturais como as sementes crioulas. Haverá plenárias, oficinas, visitas de campo, feiras e exposições (clique aqui para a  programação). Na feira de Saberes e Sabores, por exemplo, haverá espaços reservados tanto para as sementes crioulas, quanto para a apresentação das inovações geradas com a experimentação de agricultoras e agricultores.

Na tarde da quinta-feira (14), também está previsto um ato público na colina do Horto de Padre Cícero para celebrar a capacidade e o potencial da agricultura familiar de produzir alimentos sem agrotóxicos e de forma harmônica com a natureza. O ato também é um protesto contra a extinção do Conselho Nacional de Segurança Alimentar (Consea), através da Medida Provisória 870/19, publicada no dia 1º de janeiro.

Na ocasião, haverá um banquete com alimentos produzidos pela agricultura familiar em todos os estados do Semiárido para degustação dos presentes. Será o primeiro banquete público com este fim. Outros estão sendo organizados para o dia 27 de fevereiro em diversas cidades de todo o Brasil. O Banquetaço, como está sendo chamado o ato, é organizado por um coletivo apartidário que congrega a sociedade civil, movimentos sociais, organizações e profissionais.

Agrotóxicos

Além de ser momento de protesto, o banquete também vai celebrar a produção de alimentos sem agrotóxicos ou qualquer outro insumo tóxico e de forma harmônica com a natureza pela agricultura familiar agroecológica no Brasil. Desde 2008, o país é líder mundial no uso de pesticidas e tem uma legislação permissiva para a aplicação de substâncias altamente tóxicas – como o glifosato, utilizado em quantidade cinco mil vezes maior do que o permitido na União Europeia. Portanto, a produção agroecológica de alimentos é um ato de extrema resistência a favor da saúde pública e a favor da preservação ambiental, que precisa de todo apoio da sociedade para ser, cada vez mais, ampliada.



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Tags: agricultoras, experimentadoras, agricultores experimentadores, agrotóxicos, articulação semiárido, asa, asa brasil, campesinato, campesinos, enae, experimentadores sementes semiárido, v enae, agroecologia



Rumo ao XI CBA: adubando a terra, semeando esperança

Enviado por Marcelo Soares Souza. Criado em 24/04/2019 12:38 e última atualização 24/04/2019 12:41

Acompanhe as informações sobre o CBA Nordeste! Tem novidade vindo aí

III Encontro Nacional de Agroecologia. Foto: Cintia Barenho

Produzir coletivamente um encontro como o Congresso Brasileiro de Agroecologia (CBA), mergulho que nos propomos a fazer a cada dois anos, é um potente desafio. Na certeza de que só é possível realizá-lo ao lado das diversas organizações que caminham conosco e com as quais construímos nossa trajetória, este ano teremos o XI CBA. Animado pela Associação Brasileira de Agroecologia (ABA) e pela Rede Sergipana de Agroecologia (RESEA), o evento será realizado de 4 a 7 de novembro de 2019, no Campus São Cristóvão da Universidade Federal de Sergipe (UFS).

Com o lema “Ecologia de Saberes: Ciência, Cultura e Arte na Democratização dos Sistemas Agroalimentares”, e ressaltando a importância dos processos preparatórios descentralizados nos territórios, um de nossos horizontes é fortalecer os espaços de organização e mobilização social dos diversos sujeitos que constroem a agroecologia enquanto prática, ciência e movimento.

E, como todo grande encontro, a realização do XI CBA nos traz diversos desafios. Acolhemos o que chega e tentamos, coletivamente, encontrar caminhos para solucionar as demandas, seguindo os princípios agroecológicos e nossos sonhos de fortalecer a construção do conhecimento.

Com o CBA se aproximando, o período de submissão de trabalhos aberto e a necessidade de nos organizarmos para contribuir com a construção do congresso de forma qualificada a partir dos territórios, compartilhamos alguns pontos centrais abaixo, de acordo com as dúvidas que têm chegado e que são sempre muito bem vindas. Atentamos para uma questão central: o entendimento do CBA não apenas como um evento ou um “éééé vento”, aquele que vem, cumpre seu papel e passa. O congresso é muito mais que um momento de alguns dias, é um processo coletivo de construção e fortalecimento. Por isso, toda crítica, sugestão e contribuição são mais que bem vindas, bem como as mãos, mentes e corações para construir em conjunto.

Seguimos a disposição, em parceria e em rede, construindo conhecimento!

1. Inscrições 

O sistema de inscrições será gerido pela Fundação Eliseu Alves, instituição sem fins lucrativos que atua no apoio a projetos de pesquisa, ensino, extensão e desenvolvimento institucional, científico e tecnológico. Para que o sistema esteja disponível para receber as inscrições precisamos costurar alguns detalhes técnicos, que já estão em fase de finalização. Assim que estiver em funcionamento, divulgaremos amplamente em todas as redes da ABA-Agroecologia e da RESEA. Os valores das inscrições serão divulgados junto com a plataforma, lembrando que este CBA se propõe a ser um congresso popular, plural e acessível a todas e todos.

2. Site

A página eletrônica do XI CBA está sendo carinhosamente preparada para ser o principal canal de informação e diálogo com toda a sociedade. Assim como o sistema de inscrições, também está em fase de finalização e já nos próximos dias será amplamente divulgado. Fique atenta/o às nossas mídias sociais e acompanhe! 

3. Tecendo o XI CBA

Os processos preparatórios descentralizados nos territórios são momentos de inspiração, de criação coletiva, de celebrar a força e os anúncios da agroecologia! Pensando nessa caminhada, incentivamos que os núcleos, grupos e coletivos organizem encontros preparatórios, dialogando sobre os temas trazidos no lema deste CBA, sobre a ida a Sergipe (imaginem a chegada das caravanas culturais!), como forma de contribuir na construção do congresso e qualificar a participação. A nossa inteligência e criatividade coletivas são nossas maiores aliadas para seguir semeando esperança, lutando por justiça e por nossos direitos. 

De que forma organizar um encontro preparatório? O ponto principal é soltar a criatividade! É possível organizar rodas de conversa, oficinas de escrita criativa, mostra de filmes, participar das feiras agroecológicas de sua cidade, convidar famílias agricultoras, incentivar a submissão de trabalhos e relatos de experiência. O importante é colorir os espaços.

O cortejo rumo ao XI CBA já começou! Vamos juntas e juntos.

4. Submissão de trabalhos

O período para submissão de trabalhos segue aberto até o dia 19 de maio. A Comissão Técnico-Científica publicou a 3ª convocatória com orientações para envio, tutorial para registro na Revista Cadernos de Agroecologia, que acolherá os textos submetidos, e os modelos específicos de cada categoria – resumo expandido, relato de experiência técnica e relato de experiência popular. Acesse a convocatória clicando no link abaixo:

 

A logo do XI CBA será divulgada em breve, juntamente com os modelos de submissão.

5. Hospedagem no XI CBA

Para garantir ampla possibilidade de acomodação às/aos participantes, teremos 4 tipos de hospedagem no XI CBA: acampamento, hospedagem coletiva, hospedagem solidária e indicações. Veja abaixo:

*Acampamento – Ocorrerá dentro da UFS, utilizando as estruturas da própria universidade e também de bioconstrução. Será destinado para jovens de grupos de agroecologia, para pessoas de diversos Povos e Comunidades Tradicionais e para representação dos movimentos sociais.

*Hospedagem Coletiva – Ocorrerá em espaços cedidos por parcerias na construção e realização do XI CBA. Assim como o acampamento, será destinado para jovens de grupos de agroecologia, para pessoas de diversos Povos e Comunidades Tradicionais e para representação dos movimentos sociais.

*Hospedagem Solidária – Ocorrerá nas residências de famílias que gentilmente irão ceder um espaço para alojamento de pessoas que não tenham condições de arcar com os custos de hospedagem paga.

*Indicação – Através das articulações que estão sendo fortalecidas no processo de construção do XI CBA, será disponibilizada uma lista com indicações de pousadas, hostels e hotéis, além de informações sobre bairros para aluguel de casas e/ou quartos.

6. Alimentação

A Comissão Local do XI CBA está em processo de articulação da alimentação do congresso a partir do envolvimento e integração da produção agroecológica com o consumo.

Realizamos um primeiro momento mobilizador e integrativo nos dias 12 e 13 de abril de 2019, a Oficina da Alimentação do XI CBA, reunindo cerca de 50 pessoas que atuam na cadeia produtiva de alimentos agroecológicos e tradicionais. A partir desse produtivo e inspirador encontro entre agricultoras/es, marisqueiras, beijuzeiras, produtoras/es de alimentos de origem animal, nutricionistas e pesquisadoras/es da agricultura agroecológica e cultura alimentar, foi consolidado o Grupo de Trabalho Alimentação e sistematizamos informações importantes e animadoras para a viabilização do nosso sonho coletivo de ter uma alimentação agroecológica no XI CBA.

Estamos nos preparando para garantir espaços de refeições populares e democráticas na própria universidade e no seu entorno, com o envolvimento também dos serviços de alimentação que já atendem à comunidade local.

7. Programação

Os espaços do XI CBA estão sendo pensados e elaborados por muitas mãos, mentes e corações. Dessa forma, foi aberto um amplo e colaborativo processo de colheita entre os Grupos de Trabalho (GTs) da Associação Brasileira de Agroecologia (ABA), Articulação Nacional de Agroecologia (ANA) e outras organizações e coletivos de atuação nacional. A partir das propostas construídas nesses espaços, será consolidada a “Teia de Saberes”, que nos orientará na construção dos espaços do Congresso. A construção coletiva da Teia de Saberes será realizada em maio de 2019. A partir de então, a programação do XI CBA será amplamente divulgada, assim como os espaços para submissão de atividades autogestionadas e demais propostas. 

A cultura e a arte, trazidas pela primeira vez no lema do congresso, nos acompanharão em todos os momentos, com a força criadora e criativa da Região Nordeste e seus poetas, que nos encantam com seus anúncios de esperança e resistência.

8. Contatos Comissão Organizadora do XI CBA

Mais informações sobre o processo de construção do XI CBA podem ser obtidas através dos e-mails das respectivas comissões que compõem a organização do congresso. Sinta-se à vontade para somar também nessa construção. Pedimos que, antes de entrar em contato com as comissões, verifiquem se as informações que buscam já não estão disponíveis. 

Secretaria Executiva ABA-Agroecologia

E-mail: secretaria@aba-agroecologia.org.br

Coordenação Geral

cbanordeste@gmail.com

Comissão Técnico-Científica

E-mail: ctc.xi.cba@gmail.com

Comissão de Comunicação, Arte e Cultura

E-mail: artecomunica.cba@gmail.com 

Comissão de Infraestrutura e Logística

e-mail: aldeia.cba2019@gmail.com

Comissão de Metodologia

E-mail: metodologiacba2019@gmail.com

Comissão de Captação de Recursos e Parcerias

E-mail: parcerias.cba2019@gmail.com

Fonte: http://aba-agroecologia.org.br/rumo-ao-xi-cba-adubando-a-terra-semeando-esperanca/



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Tags: cba, congresso brasileiro de agroecologia, brasil, agroecologia, nordeste, sergipe, resea, evento, congresso



‘Quando a gente fala em Agroecologia, fala em vida’

Enviado por Marcelo Soares Souza. Criado em 24/04/2019 12:35 e última atualização 24/04/2019 12:35

Jovem camponesa é uma das expositoras da nova feira agroecológica permanente de Vila Valério

“Quando a gente fala em Agroecologia, fala em vida, mesmo”. A fala, da camponesa e agroecologista Ana Flávia Luck, de Vila Valério, no noroeste do Estado, resume sua experiência pessoal com a agricultura ecológica e seu amor pelo trabalho que faz, em família.

Ela é uma das produtoras e expositoras que integra a feira agroecológica do município, inaugurada na última terça-feira (12) na sede do Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA) (foto abaixo), na antiga Coopaviva, no bairro rural de Córrego Valério, próximo ao centro da cidade e da estrada de chão para Linhares.

 A feira é “bem feminista”, observa Ana Flávia. “Tem os rapazes que ajudam, mas o protagonismo é feminino”, declara, referindo-se não só à sua família, mas às demais que compõem a barraca.

No seu caso, o despertar para a agroecologia se deu na escola. Ex-estudante da Escola Família Agrícola do Bley em São Gabriel da Palha, Flávia recebeu dos professores as primeiras lições de agricultura saudável. Depois, vieram as formações do MPA. A partir daí, “eu e minha mãe fomos conquistando aos poucos o meu pai, até conseguirmos ter nosso espaço”, recorda. Hoje, meio hectare da propriedade da família é gerenciada por elas, com hortaliças e frutas produzidas de forma agroecológica.

“É qualidade de vida dentro de casa. Ver a nossa alimentação hoje e como era antes, nossa! Chegamos a um estágio que não produzia nada de comida, só café e pimenta-do-reino. E ver hoje essa diversidade na nossa casa e na nossa mesa, reflete o que a gente comercializa na cidade”, diz, em contentamento.

Flávia concluiu sua licenciatura em educação do campo, com habilitação em ciências da natureza, no final de 2018. Seu grande entusiasmo no momento, no entanto, é com o trabalho na roça. “Vou continuar aqui, produzindo”, afirma.

Rede Bem Viver

Vila Valério conta com cerca de 40 agricultores agroecológicos associados ao MPA e à sua Rede Bem Viver. Pelo menos 15 deles já participam da nova feira, na chamada Barraca Camponesa. Nela, o consumidor encontra folhagens, verduras, frutas, raízes e as chamadas “merendas”, que são os pães, biscoitos, roscas e bolachas feitas pelos camponeses.

A Barraca Camponesa funciona de segunda a sexta-feira, sendo que às quartas-feiras ela fica na praça municipal, no centro da cidade; às quintas, em Vila Nova; e na segunda, terça e sexta, na sede do MPA. Há barracas agroecológicas também na feira livre da cidade, aos sábados, além da entrega e domicílio, feita a partir dos pedidos registrados via redes sociais. Em todos esses espaços, a receptividade do público é grande e animadora, conta Flávia.

“Nossa produção é saudável e com preço justo, então a galera vai toda pra feira, mesmo”, diz a jovem camponesa. ”Tem uma procura muito grande para as crianças e pessoas com dietas especiais. Nossos produtos não contêm nenhum agrotóxico”, assegura.

Sem produtos sintéticos ou tóxicos, o processo é de facilitar a regeneração da natureza, aproveitando os recursos naturais de forma respeitosa. “Devolvemos pra natureza o que ela nos dá, aos poucos. A ideia é manter o equilíbrio da natureza”, conta Flávia.

Os camponeses de Vila Valério também entregam seus produtos para a merenda escolar, por meio do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) e estão em processo de construção de sua própria Organização de Controle Social (OCS), que vai permitir a certificação orgânica e agroecológica dos produtos.

O Espírito Santo conta hoje com mais de 40 feiras orgânicas ou agroecológicas, sendo referência nacional no assunto.

Vitória
Barro Vermelho: sábado, das 6h às 12h
Praça do Papa: quarta-feira, das 15h às 20h
Jardim Camburi: sábado, das 6h às 12h
Shopping Victoria Mall: quarta-feira, das 16h às 20h
Shopping Centro da Praia: sábado, das 9h às 13h
Vila Rubim: sábado, de 8h às 15h
Shopping Tiffany Center: quarta-feira, de 10h às 16h
Shopping Boulevard da Praia: quinta-feira, 14h às 19h
Parque Botânico Jardim Camburi: quinta-feira, 10h às 14h
Shopping Centro da Praia: sábado, 9h às 13h
Shopping Vitória: segunda-feira, das 16h às 20h
Shopping Norte-Sul (Jardim Camburi): terça-feira, 10h às 15h
Catedral: quarta-feira, 14h às 18h
Praça Getúlio Vargas: quinta-feira, 8h às 12h
Ufes (IC-II): terça-feira, de 8h às 13h
Morro do Quadro: quarta-feira, 14h às 18h
Prainha de Santo Antonio: sexta-feira, 17h às 21h
Mercado São Sebastião: quarta-feira, 17h às 20h
Praça dos Namoradores: sexta-feira, 18h às 22h

Vila Velha
Praia da Costa: sábado, das 6h às 13h
Boulevard Shopping: domingo, das 11h às 16h
Coqueiral de Itaparica (3ª Etapa): terça-feira, 16h às 20h

Cariacica
Shopping Moxuara: quinta-feira, das 16h Às 19h
Campo Grande: sábado, 8h às 12h

Serra
Valparaíso: terça-feira, 16h às 20h
Serra-Sede: terça-feira, 16h às 20h
Bairro de Fátima: quarta-feira, 16h às 20h
Nova Carapina: quintas-feiras, 14h às 20h
Feu Rosa: sextas-feiras, 8h às 12h

Guarapari
Muquiçaba: sábado, 8h às 12h
Parque da Areia Preta: terça-feira, 8h às 12h

Aracruz
Centro: sábado, 8h às 12h
Coqueiral: sexta-feira, 8h às 12h

Cachoeiro de Itapemirim
Perim Center: domingo, 10h às 16h

Guaçuí
Praça Igreja Católica: quinta-feira, a partir das 17h

Montanha
Quarta-feira

Santa Teresa
Ifes: terça-feira, a partir das 15h
Ao lado da Rodoviária: quarta-feira, a partir das 17h

São Gabriel da Palha
Centro: sexta e sábado, 8h às 12h

São Mateus
Inocoopes: sexta-feira, 16 às 21h
Carapina: quarta-feira, 15h às 20h

Vila Valerio
Praça José Meneguelli: quarta-feira, 15h às 18h
Sede do MPA: terça-feira, a partir das 10h
Bairro Vila Nova: quinta-feira, 16h às 18h

Fonte: http://www.agroecologia.org.br/2019/04/04/quando-a-gente-fala-em-agroecologia-fala-em-vida/



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Tags: vida, juventude, agroecologia



Agricultores familiares colhem resultados com produção agroecológica

Enviado por Marcelo Soares Souza. Criado em 24/04/2019 12:31 e última atualização 24/04/2019 12:31

O projeto contempla a instalação de um galinheiro com área de pastagem e a aquisição de material de irrigação, matrizes de aves, mudas frutíferas, entre outros - Foto: Divulgação

A realidade de 141 famílias dos Territórios de Identidade Bacia do Rio Corrente, Litoral Sul, Portal do Sertão, Vale do Jiquiriçá e Velho Chico está sendo transformada a partir da implantação do sistema de Produção Agroecológica Integrada Sustentável (PAIS). O projeto oferece às famílias beneficiárias serviço de assistência técnica e extensão rural (ATER), bem como contempla a instalação de um galinheiro com área de pastagem e a aquisição de material de irrigação, matrizes de aves, mudas frutíferas e sementes de hortaliças, entre outros.

O PAIS já mostra resultados em diversos municípios, a exemplo de Paratinga, no Velho Chico, conforme a Assessoria de Comunicação da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR). “No local, 32 famílias da comunidade rural de Carrapicho, integrantes da Associação dos Agricultores e Agricultoras Familiares do Vale do Santo Onofre, estão colhendo os primeiros resultados”. A experiência integra um conjunto de ações desenvolvidas pelo Governo do Estado, por meio do edital Socioambiental do Bahia Produtiva, projeto executado pela Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), empresa pública vinculada à SDR.

O edital Socioambiental do Bahia Produtiva tem como objetivos apoiar ações voltadas para a melhoria do manejo dos recursos naturais nas áreas de produção agrícola e pecuária; a recuperação de áreas degradadas; o incentivo a outras formas de produção; e o beneficiamento em bases agroecológicas, além de apoiar as iniciativas de comércio justo e solidário e a garantia da segurança alimentar e nutricional dos beneficiários.

Fonte: http://atarde.uol.com.br/portalmunicipios/valesaofrancisco/noticias/2053618-agricultores-familiares-colhem-resultados-com-producao-agroecologica


Tags: vale do são francisco, bahia, agroecologia



Ciências e saberes agroecológicos em debate

Enviado por Marcelo Soares Souza. Criado em 07/03/2019 22:39 e última atualização 07/03/2019 22:39

Núcleo de Agroecologia da Universidade de Brasília, em parceria com a ABA-Agroecologia, realiza evento sobre perspectivas no ensino, pesquisa e extensão

Discutir conceitual e metodologicamente temas como ciências, saberes, saúde, território, políticas públicas e inovações será um dos objetivos do workshop organizado pelo Núcleo de Agroecologia da Universidade de Brasília (NEA-UnB), em parceria com a Associação Brasileira de Agroecologia sobre perspectivas do ensino, pesquisa e extensão em agroecologia no Brasil.

O evento será realizado entre os dias 11 a 15 de março no campus Darcy Ribeiro da Universidade de Brasília, no auditório da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). As palestras serão abertas ao público (inscreva-se aqui: https://bit.ly/2T0XLAO) e transmitidas ao vivo, a partir das 18h. Em breve divulgaremos o link de acesso da transmissão.

Para sua realização o evento conta com o apoio da Faculdade de Agronomia e Medicina Veterinária (FAV), do Centro de Desenvolvimento Sustentável (CDS), do Projeto Monitora, da RETE, do Programa de pós graduação MADER da UnB, da Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ), da Rede de Políticas Públicas e Desenvolvimento Rural na América Latina,, da Fundação de Apoio a Pesquisa do Distrito Federal (FAP/DF) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico (CNPq).

O encontro traz para o centro do debate temas como a construção de políticas públicas nos estados federados do Brasil, as estratégias para a construção do conhecimento agroecológico; as metodologias participativas e reflexões sobre saúde, agroecologia e território. Participe!

Fonte: http://aba-agroecologia.org.br/ciencias-e-saberes-agroecologicos-em-debate/


Tags: unb, ana, nea, agroecologia



IF Baiano realizará III Seminário de Agroecologia e Produção Orgânica em abril

Enviado por Marcelo Soares Souza. Criado em 19/02/2019 13:16 e última atualização 19/02/2019 13:29

III Seminário de Agroecologia e Produção Orgânica

A terceira edição do Seminário de Agroecologia e Produção Orgânica do Instituto Federal Baiano – Campus Guanambi será realizada nos dias 12 e 13 de abril. Além do seminário, acontece também a III Feira de Base Agroecológica do Território Sertão Produtivo.

O evento contará com palestras e minicursos voltados para a produção orgânica e beneficiamento de alimentos. Além das palestras, acontece também oficinas e apresentação de trabalhos científicos. As inscrições para o III Seminário de Agroecologia e Produção Orgânica já estão abertas no site do evento. Cada participante poderá participar de uma das oficinas disponibilizadas. As inscrições são gratuitas e limitadas a 200 participantes.

Veja como foi a II edição do evento

O evento é uma realização do Núcleo de Estudos em Agroecologia e Produção Orgânica (Neapo) e contará com a participação de agricultores, membros do Colegiado Territorial, Gestores Públicos, integrantes do poder legislativo e judiciário, sociedade civil organizada, técnicos, pesquisadores, professores, nutricionistas, zootecnistas, estudantes (Agronomia, Agroindústria, Medicina, Farmácia, Medicina Veterinária), empresários da área de alimentos e demais interessados na produção de alimentos aliada à saúde e qualidade de vida

A submissão de trabalhos será aceita até o dia 12 de março. Para submeter trabalhos é obrigatória a inscrição no evento de pelo menos um dos autores. A apresentação do trabalho no III SEAPO será na forma de pôster e pode ser apresentado pelo autor ou qualquer um dos coautores.

Os resumos deverão ser nas seguintes áreas: experiências agroecológicas; bioinsumos: adubação e controle de insetos que podem se tornar pragas e de fitopatógenos que podem provocar doenças; danos causados pelos agrotóxicos; agricultura orgânica; pecuária orgânica; medicina alternativa; plantas medicinais; alimentação com PANCs; homeopatia pecuária e humana.

O evento contará ainda com a participação de associações e cooperativas rurais, sindicatos de agricultores e trabalhadores, além de entidades como o Centro Público de Economia Solidária (Cesol), Casa de Agroecologia do Semiárido (Casa), Secretaria de Desenvolvimento Regional do Governo da Bahia, Ministério da Agricultura e Secretarias Municipais de Agricultura e Meio Ambiente.

Fontehttp://eventos.ifbaiano.edu.br/portal/2-seminario-agroecologia-guanambi/2019/02/15/if-baiano-realizara-iii-seminario-de-agroecologia-e-producao-organica-em-abril/



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Tags: orgânica, sertão, seapo, guanambi, instituto federal, bahia, agroecologia



Chamada Pública abre espaço para proposta de capítulo em livro de Agroecologia

Enviado por Marcelo Soares Souza. Criado em 19/02/2019 13:09 e última atualização 19/02/2019 13:17

ABAA Embrapa e a Associação Brasileira de Agroecologia (ABA) lançaram chamada pública para o recebimento de propostas de capítulos da publicação intitulada "Água e Agroecologia". O volume faz parte da coleção "Transição Agroecológica" e busca trazer reflexões acerca da temática. Os interessados devem enviar um resumo simples com a sugestão de capítulo para o e-mail sertaoagroecologico@gmail.com até o dia 20 de março, seguindo as indicações do edital do projeto.

Os interessados podem enviar propostas envolvendo estudos que tratem de experiências concretas e trabalhos teóricos desenvolvidos no âmbito de instituições de ensino, pesquisa, extensão, intervenção sociotécnica e organizações da sociedade civil. 

O resumo deve ter cerca de 500 palavras, com as ideias que o autor pretende desenvolver no capítulo, como tema, objetivos, metodologia e resultados. Na proposta, também deve constar o link para o currículo lattes dos autores e até cinco palavras-chave. Já no envio do e-mail, o assunto deve ser identificado da seguinte forma: ÁGUA-AGROECOLOGIA-CTA_Nome do Primeiro Autor.

Um grupo de editores – formado pelos pesquisadores Paola Cortez Bianchini, da Embrapa Semiárido, Helder Freitas, da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf) e Irene Cardoso, da Universidade Federal de Viçosa (UFV) – vai analisar os resumos considerando o alinhamento ao tema do edital e aos contextos locais, a originalidade das propostas e o histórico de atuação dos proponentes na temática. 

Os resumos aprovados serão divulgados até o dia 30 de abril e os textos definitivos devem ser enviados até 30 de junho.

A publicação tem como objetivo demonstrar interações entre as temáticas da Água na perspectiva da Agroecologia e suas implicações enquanto campo científico. Também busca evidenciar as construções sociopolíticas, práticas socioculturais e produtivas nos agroecossistemas. 

A intenção é apresentar, nos diferentes capítulos, os avanços e desafios da construção do conhecimento e a sistematização e socialização em torno das relações socioprodutivas da água no âmbito da Agroecologia em suas diferentes dimensões.

Para acessar o edital completo, clique aqui.

Giúllian Rodrigues (Colaboradora) 
Embrapa Semiárido 
Fernanda Birolo (MTb 81/AC) 
Embrapa Semiárido 

Contatos para a imprensa 
semiarido.imprensa@embrapa.br 
Telefone:  (87) 3866-3734

Mais informações sobre o tema
Serviço de Atendimento ao Cidadão (SAC)
www.embrapa.br/fale-conosco/sac/

Fonte: https://www.embrapa.br/busca-de-noticias/-/noticia/40980458/chamada-publica-abre-espaco-para-proposta-de-capitulo-em-livro-de-agroecologia



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Tags: aba, embrapa, livro, agroecossistemas, agroecologia



XI Congresso Brasileiro de Agroecologia faz sua primeira convocatória

Enviado por Marcelo Soares Souza. Criado em 17/02/2019 16:51 e última atualização 17/02/2019 16:51

Comissão Técnico-Científica divulga orientações para submissão de trabalhos do  XI CBA, que este ano traz o tema: “Ecologia de Saberes: Ciência, Cultura e Arte na Democratização dos Sistemas Agroalimentares”

XI CBA

ABA-Agroecologia e a Rede Sergipana de Agroecologia (RESEA) irão promover o XI Congresso Brasileiro de Agroecologia (CBA) na Universidade Federal de Sergipe, campus São Cristóvão, no período de 04 a 07 de novembro de 2019. Com o lema “Ecologia de Saberes: Ciência, Cultura e Arte na Democratização dos Sistemas Agroalimentares” o congresso traz um desafio coletivo em sua organização e processos preparatórios descentralizados nos territórios.

A realização do CBA na sua décima primeira edição é de grande importância na afirmação do Congresso em sua relevância nacional, ao mesmo tempo em que expressa o fortalecimento das numerosas experiências agroecológicas das famílias agricultoras, movimentos sociais e das instituições de ensino, pesquisa e extensão, além de ressaltar a importância dos territórios na preservação de nossa biodiversidade e riqueza étnica e cultural.

Como parte do processo de preparação do evento, a Comissão Técnico-Científica (CTC) vem a público divulgar alguns procedimentos prévios para ORIENTAR A SUBMISSÃO DE TRABALHOS para apresentação no Congresso.

Serão aceitas submissões na forma de resumo expandido e de relato de experiência sobre Agroecologia, como ocorreram em eventos anteriores. Poderão ser submetidos nos formatos de trabalho científico e relato de experiências técnicas (resumo expandido com até 5 páginas) e relato de experiência popular.

Calendário para submissão de trabalhos:

01 de março de 2019: Divulgação de normas completas para submissão de resumos expandidos e relatos de experiência;

02 de abril a 19 de maio de 2019: Submissão dos resumos e relatos;

Até 14 de julho de 2019: Revisão da CTC e solicitação de ajustes aos autores;

01 de agosto de 2019: Prazo final para aceite das submissões pela CTC;

31 de agosto de 2019: Decisão final da CTC e definição das formas de apresentação

04 a 07 de novembro de 2019: XI CBA, Sergipe

Pedimos que todas e todos divulguem estes prazos o mais amplamente possível entre pessoas e instituições dedicadas ao tema.

Em breve, divulgaremos informações completas sobre o assunto, principalmente no que se refere às normas de submissão de resumos e relatos, além de informações sobre inscrições.

Contatos, dúvidas e sugestões podem ser enviados para o e-mail: ctc.xi.cba@gmail.com.

Atenciosamente,

Comissão Técnico-Científica do XI CBA

Fonte: http://www.agroecologia.org.br/2019/02/07/xi-congresso-brasileiro-de-agroecologia-faz-sua-primeira-convocatoria/



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Tags: convocatória, xi cba, aba, cba, congresso brasileiro de agroecologia, agroecologia



Seja um apoiador do Acampamento Terra Livre 2018

Enviado por Eduardo Fernandes Formighieri. Criado em 13/04/2018 19:13 e última atualização 26/01/2019 20:47

Cover acampamento terra livre vakinha

Seja um apoiador do Acampamento Terra Livre 2018

O Acampamento Terra Livre é a maior mobilização dos povos indígenas do Brasil. Como em todas as edições, o ATL só é realizado por meio dos apoios e do trabalho colaborativo. Esperamos mais de 3 mil parentes entre os dias 23 a 27 de abril. Contribua com a causa indígena e nos ajude a fazer mais um grande evento!

Estamos próximos de mais uma edição do maior encontro indígena do Brasil. O Acampamento Terra Livre cresceu e no ano passado, tendo reunido mais de 4 mil parentes, já entrou definitivamente como uma das agendas mais importantes para a cidadania global nos últimos tempos. Este ano, mais uma vez, ele é construído a muitas mãos ante uma ofensiva cada vez maior contra os direitos indígenas em todo o Continente.

Durante todos os dias do ATL, acontecerão marchas, atos públicos, audiências com autoridades dos três poderes, debates, palestras, grupos de discussão e atividades culturais. O ATL 2018 é promovido pela Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB) com apoio da Mobilização Nacional Indígena, formada por organizações indigenistas e socioambientalistas, além da sociedade civil e movimentos sociais parceiros.

A APIB vai disponibilizar condições de estrutura e alimentação no acampamento a todos os indígenas presentes. Os fundos aqui arrecadados serão usados para custear esses itens. 

Por isso, sua contribuição é tão importante para a realização deste grande momento! Contribua, faça parte desse acampamento, venha junto e nos ajude a construir  o ATL 2018!

*** =>  https://www.vakinha.com.br/vaquinha/seja-um-apoiador-do-acampamento-terra-livre-2018 <= ***


Tags: acampamento, terra livre, indígena



Yawalapiti – Entre Tempos. Exposição aberta de 19.04 a 20.05. Feira de arte a partir de 20.04.

Enviado por Eduardo Fernandes Formighieri. Criado em 10/04/2018 12:02 e última atualização 15/01/2019 11:29

A imagem pode conter: texto

Você conhece a beleza da arte indígena? Durante o nosso evento haverá a venda de objetos de arte na área externa do Museu. Não perca a oportunidade de conhecer, adquirir e conversar com os autores e autoras sobre seus belos trabalhos e suas referências.

Yawalapiti – Entre Tempos. Exposição aberta de 19.04 a 20.05. Feira de arte a partir de 20.04.

#yawalapiti #yawalapiti_entretempos #arteindigena #compredequemfaz

Fonte: https://www.facebook.com/yawalapiti.entre.tempos/

Acesso: 10/04/2018



Curso a distância sobre Sistemas Agroflorestais (gratuito)

Enviado por Eduardo Fernandes Formighieri. Criado em 20/06/2018 20:59 e última atualização 13/01/2019 12:46

Está no ar o Curso a distância sobre Sistemas Agroflorestais (gratuito),

desenvolvido no âmbito do Projeto de Desenvolvimento Rural Sustentável/Secretaria de Meio Ambiente do Estado de SP e

elaborado pela ONG Mutirão Agroflorestal:

http://pdrsead.fia.com.br/


Tags: curso, saf, saf sintrópico, ong mutirão agroflorestal



Financiamento Coletivo para a Ocupação Cultural Mercado Sul Vive

Enviado por Marcelo Soares Souza. Criado em 13/04/2018 12:47 e última atualização 14/04/2018 02:52

Ocupação Cultural Mercado Sul Vive está revitalizando parte dos lotes ocupados na área do Mercado Sul, em Taguatinga-DF. Desde dezembro de 2017 iniciamos uma série de mutirões no local contando com a participação de moradores locais, amigos e parceiros para orelançamento do Espaço Multiuso.

Imagens: Webert da Cruz 

Ao longo de 3 nos quem já frequentou o espaço sabe do que estamos falando – infiltração nas paredes gerando umidade, canos velhos, banheiro com infraestrutura precária, vidros quebrados, entre outros. Tudo gerando fragilidade no local.

Imagens: Arquivo MSV

Queremos com esta reforma: 

  • Revitalizar mais um espaço da área histórica do Mercado sul;

  • Oferecer aos nossos visitantes e parceiros um local com maiorsegurança, comodidade, aconchego e que atenda as necessidades;

  • Consolidar um processo mais orgânico de autogestão e gestão coletiva.

Até o momento o MSV já investiu cerca de R$ 10.500,00 (dez mil e quinhentos reis), onde foi possível concluir quase toda a primeira etapa do projeto que consistiu em: reboco das paredes, constituição do sistema elétrico e construção de um sistema autônommo de captação de água.

Mas Afinal o que é o Mercado Sul Vive?

É uma articulação que nasceu a partir da ocupação de 8 lotes área histórica de Taguatinga, no intuito de revitalizar este espaço e com a perspectiva de fortalecer ações e propostas para o direito a cidade.

Dessa forma, há 3 anos estamos na reinvenção da sustentabilidadeambiental, social e econômica (individual e coletiva), pensando e articulando uma perspectiva que cultura que inclui as pessoas, que gera envolvimento local. Para entrar em contato conosco use um dos nossos canais abaixo:

www.mercadosul.org

http://www.facebook.com/mercadosulvive

Como você pode colaborar?

Para a concretização da 2a Etapa da obra precisamos de seu apoio!

Queremos investir em:

  • Aquisição e troca das telhas - R$ 2.750,00

  • Pintura do Espaço e do Entorno - R$ 2.500,00

  • Reforma das calçadas e da marquise - R$ 1.850,00

  • Término do reboco, hidráulica e elétrica - R$ 2.250,00

  • Mobília de papelão para o espaço - R$ 2.065,00

  • Custos da Plataforma Benfeitoria  R$ 1.083,00

 

Além disso, você pode participar dos nossos mutirões, ou mesmo doar diretamente os materiais que estamos necessitando.



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Tags: mercado sul, brasília, cultura, liberdade, lazer, ocupação, inspiração



Campanha de Financiamento Coletivo do IV Encontro Nacional de Agroecologia - ENA

Enviado por Marcelo Soares Souza. Criado em 10/04/2018 04:46 e última atualização 13/04/2018 13:09

IV ENA

Foi lançada a Campanha para o Financiamento Coletivo do IV Encontro Nacional de Agroecologia - ENA

O projeto

Você se interessa por alimentação saudável, preservação ambiental, protagonismo feminino e difusão de boas práticas agrícolas? Se preocupa com o desmatamento, as mudanças climáticas, a proteção dos povos indígenas, quilombolas e populações tradicionais? Então você tem que fortalecer a agroecologia no Brasil.

Apoiando esta campanha, você fortalece várias causas em um mesmo movimento!

Vamos fortalecer o IV Encontro Nacional de Agroecologia (ENA), que ocorrerá em Belo Horizonte (MG) de 31 de maio a 03 de junho de 2018, e reunirá 2 mil representantes da agroecologia.

A meta de arrecadação é R$ 100 mil para complementar a infraestrutura, logística e comunicação do encontro para todos os participantes. Pra se ter uma ideia, esse valor é equivalente aos custos com transporte, alimentação e hospedagem de 500 agricultores e agricultoras durante o encontro, em média.

Cada R$ 200, portanto, equivalem ao valor médio de despesas com a participação de um agricultor ou agricultora.

Leia mais sobre e Contribua em: https://www.catarse.me/ivena


Tags: ena, agroecologia, financiamento coletivo



Convocatória do Acampamento Terra Livre (ATL) 2018

Enviado por Eduardo Fernandes Formighieri. Criado em 10/04/2018 11:48 e última atualização 12/04/2018 16:32

28/mar/2018

Convocatória do Acampamento Terra Livre (ATL) 2018

Nunca como hoje, nos últimos 30 anos, o Estado brasileiro optou por uma relação completamente adversa aos direitos dos povos indígenas. O governo ilegítimo de Michel Temer assumiu uma política declaradamente anti-indígena pondo fim à demarcação e proteção das terras indígenas, acarretando a invasão dessas terras por empreendimentos governamentais e privados. Impulsionou ainda o desmonte das instituições e políticas públicas voltadas aos povos indígenas e está sendo omisso e conivente com as práticas de discriminação e violência de toda ordem contra os povos e comunidades indígenas até mesmo em territórios já regularizados. Medidas administrativas e jurídicas são adotadas para restringir os direitos indígenas. Destacam-se entre estas, além das distintas reformas (trabalhista, previdenciária, privatização de empresas estatais etc.) que atingem toda a população brasileira, o congelamento do orçamento público por 20 anos, por meio da Emenda Constitucional 95, envolvendo o já reduzido orçamento do órgão indigenista. A Advocacia Geral da União, a serviço do governo golpista, institui o Parecer 001 / 17, que pretende generalizar para todas as terras indígenas as condicionantes definidas pelo Supremo Tribunal Federal exclusivamente para a terra indígena Raposa Serra do Sol e ainda querendo consolidar a tese do marco temporal que remete o reconhecimento do direito territorial indígena à data de promulgação da Constituição Federal, em 5 de outubro de 1988.

Convergente com essa política, distintas bancadas anti-indígenas, principalmente as do agronegócio, do fundamentalismo religioso e da mineração, entre outras, se movimentam em torno de dezenas de Projetos de Emenda Constitucional (PECs) como a PEC 215 e Projetos de Lei (PLs) para regredir ou suprimir os direitos indígenas assegurados pela Constituição Federal, com o propósito de legalizar a invasão e usurpação dos territórios indígenas para fins de exploração ilegal dos bens naturais (solos, florestas, recursos hídricos, mineiros, biodiversidade) e a implantação de empreendimentos de infraestrutura (portos, hidrelétricas, estradas, linhas de transmissão) além da expansão das fronteiras agrícolas e da usurpação dos conhecimentos tradicionais. Fazem ainda parte dessa ofensiva do capital e seus comparsas nacionais as práticas de cooptação de lideranças indígenas, a divisão interna de povos e comunidades indígenas, os despejos judiciais e extrajudiciais, a intimidação, perseguição e assassinato de lideranças indígenas.

Por fim, no âmbito do judiciário, preocupa a consolidação e aplicabilidade crescente, principalmente em instâncias inferiores, da tese do marco temporal, a falta de acesso dos povos à justiça e as frequentes reintegrações de posse, em favor de invasores, os despejos extrajudiciais, quando povos indígenas decidem retomar os seus territórios tradicionais.  

CONVOCATÓRIA

Face a esse cenário de barbárie, que atinge não apenas os povos indígenas, a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB) convoca aos povos e organizações indígenas de todas as regiões do país para a maior mobilização nacional indígena do ano – o Acampamento Terra Livre (ATL) que será realizado em Brasília – DF, no período de 23 a 27 de abril de 2018, com o objetivo de:

Unificar as lutas em defesa do Brasil Indígena – Pela garantia dos direitos originários dos nossos povos“.

O ATL prevê discutir e definir posicionamentos sobre a situação dos direitos fundamentais dos nossos povos no âmbito dos distintos poderes do Estado, principalmente o territorial (demarcação, proteção e sustentabilidade) e sobre as políticas públicas específicas e diferenciadas conquistadas nos últimos anos (saúde, educação, PNGATI, CNPI etc.) bem como sobre o crescente clima de criminalização, violência e racismo institucional contra os nossos povos, comunidades e lideranças indígenas. Isso implicará em nos mobilizarmos e manifestarmos junto aos órgãos e instancias do poder público envolvidos em principio com a proteção e promoção dos direitos dos povos indígenas e a implementação das políticas públicas que nos dizem respeito.

A APIB disponibilizará as condições de logística, infraestrutura e alimentação para acolher as delegações, cabendo portanto às associações, comunidades e organizações indígenas locais e regionais procurarem junto a sua rede de apoiadores e parceiros os meios de transporte para se deslocarem até Brasília. Cada participante não pode esquecer de trazer os seus materiais de uso pessoal (creme dental, sabonete, escova de dentes, prato, copo, talheres, colchonete e agasalhos) e, quem puder, materiais de alojamento (barracas, lonas, cobertores, saco de dormir, redes, mosqueteiros etc.) e contribuição com material de alimentação e higiene não perecível.

As delegações serão recepcionadas a partir da manhã da segunda-feira, 23 de abril, no local do Acampamento a ser informado em outro momento, quando iniciaremos a instalação. As atividades da mobilização acontecerão durante 04 dias intensos, de 23 a 26 de abril, ficando para retornar aos territórios no dia 27.

Recomendamos aos coordenadores das delegações orientarem as lideranças sobre as normas de segurança e a necessidade de se envolverem plenamente nas atividades previstas.

Para outras informações, favor contatar a representação da Apib em Brasília, pelo e-mail apibbsb@gmail.com ou pelo telefone (61) 30345548.

Fonte: http://apib.info/2018/03/28/convocatoria-do-acampamento-terra-livre-atl-2018/
Acesso em: 10/04/2018



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Projeto Yawalapiti - Entre Tempos! [divulgação]

Enviado por Eduardo Fernandes Formighieri. Criado em 10/04/2018 12:01 e última atualização 10/04/2018 12:01

Como parte da missão do Instituto Oca do Sol e com grande alegria, estaremos recebendo e hospedando os indígenas Yawalapiti do Xingu na Oca do Sol para o Projeto Yawalapiti - Entre Tempos! 

O Entre Tempos, que acontecerá no Museu da República do dia 20 de abril até o dia 20 de maio, conta com exposição fotográfica vivencial, realizado pelo fotógrafo Olivier Boëls e Nísia Ribeiro Sacco da Milarepa Produções Culturais, que também são moradores aqui da Serrinha do Paranoá, Lago Norte - Brasíla/ DF, onde o Instituto está localizado e realiza diversos projetos socioambientais locais. 

Este não é um projeto feito sobre eles, mas com eles: os integrantes da comunidade Yawalapiti se encarregam de legendas, textos explicativos para as fotos, recepção e mediação com os visitantes ao Museu da República, onde estará exposta essa obra de arte-cultural-vivencial.

A programação também contará com projeções mapeadas, pintura corporal, visita guiada pela comunidade indígena, bate papo com os caciques e o fotógrafo, intérprete em libras e venda de artesanato.

Aproveite a oportunidade dessa experiência fantástica onde o Museu da República e a Oca do Sol se tornarão uma verdadeira aldeia, onde os Xinguanos compartilharão a riqueza de sua sabedoria ancestral!

Saiba mais sobre o projeto:
https://www.facebook.com/yawalapiti.entre.tempos/
https://www.facebook.com/events/2035690290046128/?ti=cl

Conheça o Instituto Oca do Sol:
https://www.facebook.com/OcaDoSol/
www.institutoocadosol.org

Fonte: divulgação em grupo de whatsapp



Blog é mais uma Nova Funcionalidade do Mapa da Agroecologia

Enviado por Marcelo Soares Souza. Criado em 10/04/2018 04:24 e última atualização 10/04/2018 04:24

O Mapa da Agroecologia agora permite que cada local possua um Blog contendo Textos relacionados ao Local